A pergunta chega quase sempre como «rede ou muro?», e a resposta certa quase nunca é uma das duas — é as duas, em sítios diferentes.
Onde o muro compensa: a frente, a zona da casa, o troço que dá para a estrada ou para o vizinho do lado. Ou seja, onde interessa privacidade, ruído e imagem. É pouca metragem do total e é onde o dinheiro rende.
Onde a rede chega perfeitamente: o fundo do terreno, os limites com campo aberto, a zona agrícola. Ali só interessa marcar o limite e impedir que passe o que não deve passar.
Quem faz muro em tudo gasta uma fortuna sem ganho nenhum nos três quartos do perímetro que ninguém vê. Quem faz rede em tudo poupa e depois vive com a sala de estar à vista de quem passa.
Duas coisas que decidem mais do que o gosto:
- animais. Se há cães ou galinhas, o problema é por baixo, não por cima. A rede tem de ir enterrada, senão o que escava passa;
- vento. Superfície cheia é superfície que apanha vento. Num sítio exposto, muro corrido e alto exige pilares e fundação a sério — não é o mesmo cálculo de um muro abrigado.