Betão feito na obra ou pronto de central, qual compensa?
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Bruno_Alentejo
- Mensagens: 21
- Registado: terça ago 11, 2026 4:14 pm
Vou fazer as sapatas do muro e uns maciços de portão. Volume pequeno, espalhado por dois dias.
Tenho betoneira e quem me ajude. Faz sentido amassar ali ou mando vir camião na mesma?
Tenho betoneira e quem me ajude. Faz sentido amassar ali ou mando vir camião na mesma?
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Duarte_Oeiras
- Mensagens: 7
- Registado: quarta set 30, 2026 12:53 pm
Betão de central saiu-me mais barato que feito na obra, com o desperdício.
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EngRuiMatos
- Mensagens: 48
- Registado: quinta jul 02, 2026 4:19 pm
Para o que descreve, a betoneira é defensável. Mas a decisão não deve ser tomada só pelo volume — deve ser tomada pela peça.
Betão amassado na obra é betão sem controlo de resistência. Não sabe que classe está a produzir, porque a dosagem depende da humidade da areia daquele dia, do cuidado de quem mede e da água que se acrescenta quando a massa parece dura. É por isso que em peças estruturais se exige betão de central com guia.
Maciços de portão e sapatas de muro de vedação toleram essa incerteza, desde que a dosagem seja consistente e ninguém ande a acrescentar água. Uma sapata de muro de suporte, uma laje ou um pilar já não.
Há ainda um ponto prático a favor do camião: consistência entre amassaduras. Vinte baldadas feitas por duas pessoas diferentes não dão o mesmo betão, e as juntas entre elas ficam sempre mais fracas.
Betão amassado na obra é betão sem controlo de resistência. Não sabe que classe está a produzir, porque a dosagem depende da humidade da areia daquele dia, do cuidado de quem mede e da água que se acrescenta quando a massa parece dura. É por isso que em peças estruturais se exige betão de central com guia.
Maciços de portão e sapatas de muro de vedação toleram essa incerteza, desde que a dosagem seja consistente e ninguém ande a acrescentar água. Uma sapata de muro de suporte, uma laje ou um pilar já não.
Há ainda um ponto prático a favor do camião: consistência entre amassaduras. Vinte baldadas feitas por duas pessoas diferentes não dão o mesmo betão, e as juntas entre elas ficam sempre mais fracas.
Engenheiro civil
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paulo_bricolage
- Mensagens: 7
- Registado: terça set 08, 2026 10:24 am
Com betoneira própria a qualidade varia de amassadura para amassadura.
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MestreCarlos
- Mensagens: 76
- Registado: quinta jul 02, 2026 4:19 pm
E há a conta que ninguém faz: o dia de trabalho.
Amassar na obra é lento. Dois homens a fazer maciços com betoneira levam o dia inteiro no que o camião despeja em vinte minutos. Se a mão de obra é sua e o tempo não conta, tudo bem. Se está a pagar a alguém à hora, muita vez a betoneira sai mais cara do que o betão pronto... e ainda por cima com pior betão.
Amassar na obra é lento. Dois homens a fazer maciços com betoneira levam o dia inteiro no que o camião despeja em vinte minutos. Se a mão de obra é sua e o tempo não conta, tudo bem. Se está a pagar a alguém à hora, muita vez a betoneira sai mais cara do que o betão pronto... e ainda por cima com pior betão.
Aplicador · 20 anos de obra
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JoaoP81
- Mensagens: 15
- Registado: sexta jul 03, 2026 10:38 am
Era isto que eu precisava de ler antes de assinar.
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nuno_gaia
- Mensagens: 24
- Registado: terça jul 21, 2026 11:46 am
No meu caso o camiao nem entrava no terreno, por isso nem foi decisao minha.
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Bruno_Alentejo
- Mensagens: 21
- Registado: terça ago 11, 2026 4:14 pm
E a resistência? Betão feito à mão dá o mesmo que o de central ou fica sempre mais fraco?
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EngRuiMatos
- Mensagens: 48
- Registado: quinta jul 02, 2026 4:19 pm
Pode dar o mesmo, mas não dá por acaso. O que muda não é a betoneira, é o controlo.
Numa central a dosagem é pesada e a água é medida. Na obra, a areia vem húmida, ninguém pesa nada e a água entra até a massa ficar «fácil de trabalhar». É essa água a mais que tira resistência, e tira muita.
Para sapatas de muro e maciços de portão, betão feito na obra serve perfeitamente se respeitar duas coisas: medir a água em vez de a ir deitando, e não corrigir a trabalhabilidade com mais água. Se precisar de massa mais fluida, é menos areia, não mais água.
Acima de um metro cúbico por dia, o camião sai mais barato e mais previsível.
Se quiser aprofundar essa parte, veja betão de limpeza nas sapatas — está lá tudo mastigado.
Numa central a dosagem é pesada e a água é medida. Na obra, a areia vem húmida, ninguém pesa nada e a água entra até a massa ficar «fácil de trabalhar». É essa água a mais que tira resistência, e tira muita.
Para sapatas de muro e maciços de portão, betão feito na obra serve perfeitamente se respeitar duas coisas: medir a água em vez de a ir deitando, e não corrigir a trabalhabilidade com mais água. Se precisar de massa mais fluida, é menos areia, não mais água.
Acima de um metro cúbico por dia, o camião sai mais barato e mais previsível.
Se quiser aprofundar essa parte, veja betão de limpeza nas sapatas — está lá tudo mastigado.
Engenheiro civil
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Bruno_Alentejo
- Mensagens: 21
- Registado: terça ago 11, 2026 4:14 pm
Isso conta muito. Aqui entra bem, e sendo assim vou pedir preço para o camião antes de decidir.