Recebe-se um orçamento de gradeamento e outro com o dobro, para o mesmo comprimento. Não é necessariamente um deles estar a abusar — é quase sempre estarem a orçamentar coisas diferentes. Estas são as variáveis, por peso no preço.
1. Material e proteção. Ferro pintado, ferro galvanizado e depois lacado, alumínio, aço inox — a diferença de custo entre o primeiro e o último é enorme, e a diferença de vida útil também. Junto ao mar isto deixa de ser preferência e passa a ser decisão técnica: ferro apenas pintado a menos de uns quilómetros da costa dá problemas cedo.
2. Ser feito à medida ou ser painel de catálogo. Painel standard cortado e adaptado custa uma fração do gradeamento desenhado e soldado para aquele vão. Se o muro tem alturas irregulares, cada painel passa a ser peça única — e é aí que os orçamentos se afastam.
3. Fixação. Chumbar em muro já feito não é o mesmo que deixar negativos previstos na betonagem. Chumbar depois implica furar, resinar e rematar, e é trabalho que não aparece discriminado mas está lá no preço.
4. Densidade de barras. Um gradeamento com barras a 12 cm leva quase o dobro do material de um a 20 cm. Se houver crianças, a decisão sobre o espaçamento é anterior à decisão sobre o preço.
5. Acabamento. Lacagem em estufa é outra coisa que pintura no local, e nota-se ao fim de três invernos.
O que pedir para conseguir comparar: metros lineares, altura, material e proteção, espaçamento entre barras, tipo de fixação e tipo de acabamento — os seis, em ambas as propostas. Sem isto está a comparar números que não descrevem a mesma obra.
Se puser aqui os valores que lhe derem, com estes seis dados, ajudamos a perceber se estão dentro do razoável. E fica útil para quem vier a seguir.
Gradeamento sobre muro: o que faz o preço variar tanto
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