Casa antiga, parede de pedra, e no inverno aparece humidade até cerca de meio metro do chão, com o reboco a soltar-se e sal branco na superfície.
Já ouvi falar de tintas impermeabilizantes e de injeções. O que é que funciona de verdade?
Humidade a subir na parede de pedra, o que resolve mesmo?
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Teresa_V
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- Registado: segunda set 21, 2026 2:15 pm
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tiago_rs
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Humidade a subir é das coisas mais difíceis de resolver a sério.
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EngRuiMatos
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- Registado: quinta jul 02, 2026 4:19 pm
Primeiro perceber o que é, porque o tratamento muda por completo.
O sal branco à superfície e a altura constante a partir do chão apontam para humidade ascendente: a parede funciona como um pavio, puxa água do solo por capilaridade e evapora-a onde encontra ar. A água sobe até ao ponto em que a evaporação equilibra a subida — é por isso que a mancha tem sempre mais ou menos a mesma altura.
O que não funciona: tinta impermeabilizante pelo interior. Fecha a saída do vapor, a água sobe mais alto e o problema reaparece acima da zona pintada, muitas vezes pior.
O que funciona vai pela origem: cortar a chegada de água à base da parede — drenagem periférica, baixar o terreno encostado, resolver tubagens enterradas com fuga — e deixar a parede respirar por dentro, com reboco de saneamento em vez de cimento estanque. As barreiras químicas injetadas existem e funcionam em alguns casos, mas em parede de pedra irregular de grande espessura a eficácia é muito menos garantida do que em alvenaria de tijolo.
Isto foi discutido com algum detalhe noutro tópico: fissuras na parede um ano depois.
O sal branco à superfície e a altura constante a partir do chão apontam para humidade ascendente: a parede funciona como um pavio, puxa água do solo por capilaridade e evapora-a onde encontra ar. A água sobe até ao ponto em que a evaporação equilibra a subida — é por isso que a mancha tem sempre mais ou menos a mesma altura.
O que não funciona: tinta impermeabilizante pelo interior. Fecha a saída do vapor, a água sobe mais alto e o problema reaparece acima da zona pintada, muitas vezes pior.
O que funciona vai pela origem: cortar a chegada de água à base da parede — drenagem periférica, baixar o terreno encostado, resolver tubagens enterradas com fuga — e deixar a parede respirar por dentro, com reboco de saneamento em vez de cimento estanque. As barreiras químicas injetadas existem e funcionam em alguns casos, mas em parede de pedra irregular de grande espessura a eficácia é muito menos garantida do que em alvenaria de tijolo.
Isto foi discutido com algum detalhe noutro tópico: fissuras na parede um ano depois.
Engenheiro civil
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MestreCarlos
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- Registado: quinta jul 02, 2026 4:19 pm
Do lado da obra, a parte mais esquecida é mesmo o terreno encostado. Muita casa antiga tem a rua ou o quintal meio metro acima do pavimento interior, e ali não há tinta nenhuma que resolva.
E quando se tira o reboco velho, não voltar a pôr cimento forte. Fica mais bonito e dura menos... a parede empurra, e salta com sal e tudo daí a dois anos.
Essa dúvida aparece muito. Deixo o tópico onde se falou dela: fissuras na parede um ano depois.
E quando se tira o reboco velho, não voltar a pôr cimento forte. Fica mais bonito e dura menos... a parede empurra, e salta com sal e tudo daí a dois anos.
Essa dúvida aparece muito. Deixo o tópico onde se falou dela: fissuras na parede um ano depois.
Aplicador · 20 anos de obra
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Filipa_M
- Mensagens: 15
- Registado: sábado ago 15, 2026 4:10 pm
Barreira química funcionou no meu caso, mas não é barato.
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Teresa_V
- Mensagens: 6
- Registado: segunda set 21, 2026 2:15 pm
Vamos começar por ver a cota do quintal e a drenagem, e esquecer as tintas. Obrigada pela explicação do pavio, agora entendo porque a mancha é sempre à mesma altura.